Maceió

Porteiro é detido após participar de panelaço contra Flávio Bolsonaro em Maceió

Trabalhador foi acusado de suposto desacato a um policial militar e acabou liberado após prestar esclarecimentos

Por Gabrielly Farias 17/10/2026 09h09 - Atualizado em 17/10/2026 09h09
Porteiro é detido após participar de panelaço contra Flávio Bolsonaro em Maceió
Porteiro foi conduzido à Central de Flagrantes após participar de panelaço na Ponta Verde - Foto: Reprodução

Um porteiro identificado como Edmilson foi conduzido à Central de Flagrantes, na noite dessa sexta-feira (16), após participar de um panelaço contra o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

Segundo o advogado Matheus Gonzaga, que acompanhou o caso, o trabalhador estava de serviço quando se juntou à manifestação, que reunia moradores do próprio condomínio e de outros prédios e ruas da região.

Ainda conforme o advogado, houve um princípio de confusão entre moradores de prédios vizinhos, o que levou ao acionamento da Polícia Militar. Os policiais conversaram com um dos moradores envolvidos no desentendimento e, em seguida, solicitaram que Edmilson abrisse o portão do prédio onde trabalhava.

Gonzaga afirmou que o porteiro estava afastado da guarita e demorou alguns instantes para chegar ao local. Ao abrir o portão, ele teria recebido voz de prisão por suposto desacato a um policial militar.

Na Central de Flagrantes, segundo Gonzaga, o delegado responsável entendeu que a ocorrência deveria ser enquadrada como perturbação do sossego. Edmilson prestou esclarecimentos e foi liberado.

O advogado também questionou o enquadramento dado ao caso e afirmou considerar que houve uma violação ao direito de manifestação.

“É um absurdo o que aconteceu hoje aqui em Maceió. É uma violação, um cerceamento da liberdade de expressão, do direito à livre manifestação do senhor Edmilson”, afirmou.

Ao final do relato, Gonzaga defendeu que o caso seja acompanhado e que situações semelhantes sejam questionadas.

O 7Segundos entrou em contato com a Polícia Militar de Alagoas e solicitou uma nota sobre a ocorrência. Até o momento, não houve retorno.