Justiça

Mãe é condenada por assassinar a filha a facadas em Rio Largo

Crime ocorreu em julho de 2024; Vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu

Por Maria Villanova 22/10/2026 12h12 - Atualizado em 22/10/2026 12h12
Mãe é condenada por assassinar a filha a facadas em Rio Largo
A menina foi morta a facadas dentro da casa onde vivia com os pais, no Centro de Rio Largo - Foto: Reprodução /Instagram

Em Júri realizado na tarde desta quarta-feira (21), Thamiris Oliveira Braga, de 35 anos, foi condenada a 19 anos de prisão pelo assassinato de sua filha, Laura Maria Nascimento Braga, de apenas sete anos. O crime ocorreu em 06 de julho de 2024, na casa da família, em Rio Largo.

No julgamento, a promotora de Justiça Andrea de Andrade Teixeira, da 3ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, sustentou a tese de homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido praticado por menor de 14 anos.

"Para o Ministério Público, a condenação representa uma resposta do Sistema de Justiça à violência que interrompeu a vida de uma criança e uma forma de demonstrar o compromisso institucional do órgão com a defesa da vida e a proteção dos mais vulneráveis", declarou Andrea de Andrade Teixeira.

Relembre o caso


Na manhã de 06 de julho de 2024, vizinhos ouviram os gritos de socorro da pequena Laura Maria. Ela estava na casa da família com a mãe, Thamiris. Ao arrombarem o imóvel, populares viram que a menina tinha sido atacada por um objeto perfurante.

A menina chegou a ser socorrida e encaminhada às pressas para o Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, mas não resistiu à gravidade das lesões. Thamiris foi presa em flagrante. Na casa, mesmo com a cena alterada na tentativa de resgate da menina, os peritos encontraram marcas do crime, com maior quantidade de sangue no banheiro e na cama da vítima.

A perícia realizada no corpo de Laura mostrou que, antes de receber os golpes de facas, ela chegou a ser agredida, apresentando hematomas na face, pescoço e na lateral esquerda do quadril.

Já o exame toxicológico da mãe mostraram que ela teria consumido cocaina antes de praticar o infanticídio. Os exames laboratoriais também detectaram a presença de lidocaína (substância frequentemente misturada ao entorpecente). De acordo com os peritos criminais, a combinação gerou graves alterações no sistema nervoso central da ré, o que ajuda a explicar o surto violento manifestado no dia do crime.