Justiça

Ministério Público denuncia e pede prisão dos acusados da morte da gata Camila

Dois ex-funcionários de uma academia já foram indiciados pela morte da gata

Por 7segundos, com assessoria 30/10/2026 18h06
Ministério Público denuncia e pede prisão dos acusados da morte da gata Camila
A gata sofreu maus-tratos - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ofereceu denúncia à Justiça, nesta sexta-feira (30), contra um homem e uma mulher acusados de envolvimento na morte da gata Camila Regina. O crime ocorreu em 29 de agosto de 2026, em uma academia localizada no bairro Ponta Verde, em Maceió. Na denúncia, o MPAL também requer a decretação da prisão preventiva dos acusados.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento. O vídeo registra a agressão contra o animal, que já estava imobilizado dentro de um saco plástico, e as circunstâncias que culminaram em sua morte. Na noite da última segunda-feira (26), defensores da causa animal fizeram um protesto devido ao caso. 

De acordo com a promotora de Justiça, Amélia Adriana de Carvalho Campelo, atuante na 56ª Promotoria de Justiça da Capital, o inquérito policial reuniu elementos que comprovam a materialidade do crime e apontam a participação dos denunciados. “Requeremos o recebimento da denúncia e a instauração da ação penal contra ambos: o homem apontado como executor das agressões e a mulher indicada como mandante do crime, para que respondam pelas condutas previstas no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 e no artigo 29 do Código Penal”, explicou a promotora.

Encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital, a denúncia descreve a prática de atos de extrema crueldade contra o animal. Conforme os elementos reunidos nos autos, Camila Regina era uma gata comunitária, alimentada e cuidada por alunos da academia.

A peça ministerial relata que o animal foi colocado e mantido dentro de um saco plástico, sendo submetido à asfixia. Em seguida, o homem teria pisado repetidas vezes sobre o corpo da gata, ainda enclausurada, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos, provocando intenso sofrimento até a morte do animal.

Ainda segundo a denúncia, após as agressões, a mulher apontada como mandante teria deixado o estabelecimento levando o saco plástico no qual estava o corpo da gata.