Economia

Uber e 99 são criticadas por supostas cobranças para motoristas trabalharem em Maceió

Deputado estadual eleito denuncia taxas que ultrapassariam R$ 70 por dia e oferece apoio jurídico aos trabalhadores

Por 7Segundos 04/11/2026 09h09 - Atualizado em 04/11/2026 11h11
Uber e 99 são criticadas por supostas cobranças para motoristas trabalharem em Maceió
Uber e 99 são criticadas por supostas cobranças para motoristas trabalharem em Maceió - Foto: Vitor Pádua/Tecnoblog

O deputado estadual eleito Leonardo Dias (PL) criticou as supostas novas cobranças das plataformas Uber e 99 para motoristas de aplicativo em Maceió. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (3), o político anunciou que colocou sua equipe jurídica à disposição dos trabalhadores para avaliar medidas contra as empresas.

Segundo Leonardo Dias, os motoristas estariam sendo obrigados a pagar um passe diário para acessar as plataformas e começar a trabalhar. A cobrança ultrapassaria R$ 40 na Uber e R$ 30 na 99, além das taxas já descontadas sobre cada corrida.

“Você já pensou em pagar para trabalhar? É isso que a 99 e a Uber estão fazendo com os motoristas de aplicativo. Só para começar o dia, o motorista agora tem que pagar R$ 70, fora as taxas de cada viagem”, afirmou.

O parlamentar eleito considera a medida prejudicial aos profissionais, que já precisam arcar com despesas como combustível, manutenção dos veículos e outros custos da atividade.

Leonardo também informou que acionou o Ministério Público contra a política atribuída à 99 e acompanha a situação envolvendo a Uber na capital alagoana.

“Quero dizer a você que é motorista de aplicativo, que pode contar comigo, com meu mandato e com minha equipe jurídica. Nós já estamos nos debruçando sobre esse problema e vendo quais são as alternativas para a gente barrar”, declarou.

As cobranças mencionadas pelo deputado ainda precisam ser confirmadas junto às plataformas. O espaço permanece aberto para que Uber e 99 esclareçam as condições de acesso dos motoristas aos aplicativos.

A discussão levanta questionamentos sobre os custos da atividade e o impacto de eventuais novas tarifas na renda dos motoristas de aplicativo em Maceió.