Polícia

Ex-gerente de academia na Ponta Verde é presa pela morte da gata Camila Regina

Mulher foi presa no município da Barra de São Miguel

Por Giulianna Albuquerque 04/11/2026 15h03
Ex-gerente de academia na Ponta Verde é presa pela morte da gata Camila Regina
Animal foi morto por funcionários de academia - Foto: Reprodução

A ex-gerente da academia Bluefit, Patrícia Tucherto, foi presa pela Polícia Civil suspeita de participação nas agressões que provocaram a morte da gata Camila Regina. A mulher foi localizada nesta quarta-feira (4), em uma residência no município da Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas.

A irmã da investigada, que também estava no local onde ocorreram as agressões contra o animal, foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. Até o momento, não há confirmação de que ela tenha sido presa.

Com a captura de Patrícia, os dois principais investigados pelo caso estão sob custódia. O outro suspeito, José Tarciso Tavares, funcionário da manutenção da academia, havia sido preso no último sábado (31), em Major Isidoro, no Sertão alagoano.

Segundo as investigações, Tarciso é apontado como responsável pelas agressões que resultaram na morte da gata. Contra ele e a ex-gerente havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça no fim de outubro.

Imagens registraram agressões


O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança da academia, localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. As gravações mostram os investigados colocando a gata dentro de um saco e, em seguida, arremessando o objeto contra o chão. Também aparecem chutes e pisões.

Camila Regina estava desaparecida desde 29 de agosto. As imagens foram fundamentais para a identificação dos suspeitos e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Os dois ex-funcionários foram indiciados por maus-tratos contra animais. Durante os depoimentos, um deles confessou participação nas agressões, enquanto o outro optou por permanecer em silêncio.

O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas (MPAL), após a apuração da participação dos investigados na violência que levou à morte do animal.