Instituto tentará ajudar: o que se sabe sobre a busca de Lito por tratamento
Influenciador tenta acesso a pesquisa experimental nos Estados Unidos contra a doença de Creutzfeldt-Jakob
A busca de Lito Sousa por um tratamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) ganhou novos capítulos nos últimos dias, com manifestações da família, de empresas nos Estados Unidos e do Ministério da Saúde.
O influenciador enfrenta uma doença rara, de rápida progressão e ainda sem cura.
Diante do avanço do quadro, a família passou a procurar pesquisas que testam possíveis tratamentos e chegou a dois estudos realizados nos Estados Unidos: o ION717, da farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, e o PRiSM, conduzido pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT.
Nesta última terça-feira (25), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta formalizou um pedido para incluir Lito na fase inicial do PRiSM.
Segundo ele, os responsáveis pela pesquisa informaram que o influenciador foi colocado na lista para a triagem.
Já a Ionis Pharmaceuticals informou que o estudo com o ION717 não está mais recrutando participantes e que o medicamento também não está disponível por meio de acesso expandido.
Isso significa que, por enquanto, Lito ainda não tem acesso garantido a nenhum dos medicamentos experimentais.
Como começou a busca por tratamento?
A família de Lito vinha tentando contato com os responsáveis pelos dois estudos diante da rápida evolução da doença.
No domingo (23), a empresária Mila Seidl, esposa do influenciador, contou que havia procurado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para pedir apoio.
Nesta terça-feira (25), ela afirmou também ter buscado ajuda do Itamaraty.
Um dos caminhos avaliados pela família era o ION717, estudo mais avançado conduzido pela Ionis. A pesquisa, porém, já está fechada para a entrada de novos voluntários.
A outra possibilidade era o PRiSM, do Broad Institute. A pesquisa abriu sua primeira etapa de testes em humanos neste ano e previa a participação de 15 voluntários.
Na manhã desta terça, Mila afirmou nas redes sociais que as duas instituições haviam respondido aos contatos da família, mas que nenhuma delas havia sinalizado com uma vaga para Lito receber o medicamento experimental.
O que disse o instituto ligado a Harvard?
Também nesta terça, o Broad Institute se manifestou publicamente sobre o caso.
Em uma publicação no Instagram, o instituto afirmou que estava em contato com a equipe de Lito para avaliar as possibilidades.
“Não sabemos se podemos ajudar, mas vamos tentar.”
Na mesma publicação, o perfil de Lito afirmou que a opção oferecida pelo instituto havia sido a participação no estudo sem receber a medicação experimental e que a família ainda aguardava uma possibilidade de acesso ao tratamento.
No PRiSM, uma das possibilidades é a participação em um grupo acompanhado pelos pesquisadores, mas que não recebe a substância em teste.
Esses grupos são usados em pesquisas clínicas para permitir a comparação entre os participantes que recebem o medicamento experimental e aqueles que passam por exames e acompanhamento sem receber a substância.
Segundo as informações divulgadas pela família, Lito foi aceito nessa modalidade.
Mila afirmou, no entanto, que isso exigiria permanecer nos Estados Unidos sem perspectiva de receber o medicamento e, por isso, a família não pretendia seguir dessa forma.
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