Política

Democratas podem agir contra Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos?

Entenda o que está em jogo nas eleições desta terça-feira (3)

Por 7Segundos, com G1 03/11/2026 09h09 - Atualizado em 03/11/2026 10h10
Democratas podem agir contra Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos?
Flávio Bolsonaro foi candidato à Presidência da República - Foto: Reprodução

Os Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato (midterms), que podem mudar o equilíbrio de forças no Congresso americano e ter reflexos na permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no país.

Com a possibilidade de os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, brasileiros têm pedido nas redes sociais que políticos do partido atuem pela deportação de Flávio, que chegou aos EUA na semana passada, após fugir do Brasil. A hashtag #DeportTheBolsonaros ficou entre as mais compartilhadas do X no Brasil nesta sexta-feira (30).

Mas como as midterms podem afetar a permanência de Flávio, aliado de Trump, no país?

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que a deportação ou expulsão do senador não está nas mãos do Congresso. Isso porque as decisões sobre a permanência de estrangeiros nos EUA envolvem órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e o Departamento de Segurança Interna (DHS), ambos submetidos ao governo Trump.

Mas as Casas poderiam abrir uma investigação para apurar um possível envolvimento das autoridades norte-americanas na fuga do senador brasileiro e se houve algum favorecimento na concessão de vistos para ele e sua família.

Além disso, ainda na visão dos especialistas, eventuais investigações e cobranças públicas poderiam ampliar a pressão política sobre o governo Trump e influenciar uma possível decisão das autoridades norte-americanas sobre a permanência de Flávio no país.

Apesar dessa possibilidade, a avaliação é de que a situação de Flávio não deve estar entre as prioridades dos democratas caso conquistem a maioria no Congresso.

A tendência, segundo eles, é que a oposição concentre esforços em limitar as ações de Trump, especialmente na política econômica e em questões internas, como o custo de vida da população, além de se preparar para a eleição presidencial de 2028.