Palmeira dos Índios lidera o número de casos de Febre Oropouche em AL, com 13 registros
No total, são 19 casos confirmados em Alagoas até esta quinta-feira (08), segundo informou a Sesau
A Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas (Sesau-AL) informou que Alagoas já registra 19 casos de febre Oropouche confirmados até esta quinta-feira (08).
De acordo com a Sesau, o município de Japaratinga (Litoral Norte) vem na sequência, com dois registros. Já Estrela de Alagoas (Agreste), Messias (Região Metropolitana de Maceió), Tanque D’arca (Agreste) e Porto Calvo (Litoral Norte) apresentam um caso cada município.
Os casos foram confirmados por meio de exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL), utilizando a metodologia de RT-PCR em tempo real. Essa técnica descartou a presença de dengue, zika e chikungunya, confirmando a febre Oropouche nos pacientes.
A doença
A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus. A transmissão é feita principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, popularmente conhecido como maruim.
Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias, que transmite a doença ao picar alguém saudável. Os sintomas são dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia, ou seja, bem parecidos com os da dengue.

A Febre Oropouche é transmitida aos humanos pelo mosquito maruim. Foto; Divulgação/Sesau
O diagnóstico dos casos é confirmado através de exame laboratorial, realizado no Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL), com o uso da metodologia de RT-PCR em tempo real, que apresenta resultados negativos para dengue, zika e chikungunya e positivo para a Febre Oropouche.
É importante frisar que a Sesau e as SMSs seguem realizando investigações epidemiológicas para determinar o local de origem de cada infecção, assegurando o monitoramento e controle efetivo da situação.
Monitoramento
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) segue monitorando a quantidade de casos de Febre do Oropouche registrados em Alagoas. A pasta vem atuando, em conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde (SMSs) dos 102 municípios, com o objetivo de executar medidas de mitigação e também na orientação da população para a prevenção de novos casos.

Superintendente Estadual de Vigilância em Saúde, Waldineia SIlva. Foto: Sesau
A superintendente estadual de vigilância em saúde, enfermeira Waldineia Silva, explicou que a Febre Oropouche tem sintomas parecidos aos da dengue e chikungunya.
Waldinea Silva destaca que algumas medidas podem ser adotadas pela população para a mitigação dos casos.
“É importante sempre manter a casa limpa e remover os possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas, além de usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas áreas expostas da pele”, destacou a profissional.
Gestantes
Waldinea Silva pontuou, ainda, que evidências apontam para uma possibilidade significativa de que o vírus da Febre do Oropouche seja transmitido de gestantes para os fetos e provoque casos de perda dos bebês.
As mulheres grávidas podem adotar recomendações extras, como a proteção das residências com redes de malha fina nas portas e janelas, além do uso de mosquiteiros.
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