Polícia

Pai questiona conduta policial após adolescente de Palmeira ser atropelado em Maceió

Motorista estaria nitidamente embriagado e foi liberado após ignroar semáforo vermelho e atingir o rapaz

Por Erick Balbino/7Segundos 28/08/2026 09h09 - Atualizado em 28/08/2026 10h10
Pai questiona conduta policial após adolescente de Palmeira ser atropelado em Maceió
Pai de adolescente desabafa e pede justiça - Foto: Reprodução

O pai do adolescente Ruan Wilson, de 15 anos, morto após ser atropelado na noite da última terça-feira (25), em Maceió, fez um apelo emocionado às autoridades de segurança pública de Alagoas para que o caso seja investigado. O jovem foi atingido na Avenida Durval de Góes Monteiro enquanto atravessava a via de bicicleta. Segundo testemunhas, o veículo envolvido estaria em alta velocidade e o semáforo estaria fechado para os condutores no momento da colisão.

Em entrevista concedida no dia do sepultamento do filho, o pai questionou principalmente a atuação das equipes policiais que estiveram no local do acidente. Segundo ele, duas guarnições da Polícia Militar compareceram à ocorrência, mas o motorista não teria sido submetido ao teste do etilômetro nem conduzido imediatamente à delegacia. O condutor compareceu posteriormente, de forma voluntária, à Central de Flagrantes, onde prestou depoimento e acabou liberado.

Visivelmente abalado, o pai afirmou que testemunhas teriam percebido sinais de embriaguez no motorista logo após a colisão. Ele também relatou a existência de vídeos feitos por pessoas que estavam no local e pediu que eventuais testemunhas procurem a família para contribuir com a investigação. “Nada vai trazer o meu filho de volta. Mas uma coisa tem que ser feita: o certo, a justiça”, afirmou.

O pai também contestou a versão apresentada pelo motorista, segundo a qual o local estaria escuro e ele não teria visto Ruan antes da colisão. Conforme o relato, o depoimento teria sido prestado cerca de três horas após o atropelamento. A família agora cobra esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pelas autoridades no momento da ocorrência e pede que sejam apuradas as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilidade do condutor.

Ao final da entrevista, o pai fez um apelo ao secretário de Estado da Segurança Pública, ao delegado-geral da Polícia Civil e ao comando da Polícia Militar para que o caso seja investigado. Ele também pediu ao comandante-geral da PM que apure especificamente a atuação das equipes que estiveram no local.

As acusações apresentadas pelo pai e os relatos de testemunhas ainda precisam ser formalmente esclarecidos pelas autoridades responsáveis pela investigação. A apuração deverá determinar as circunstâncias do atropelamento, a eventual presença de álcool no organismo do motorista e se os procedimentos policiais adotados na ocorrência seguiram os protocolos previstos para casos dessa natureza.