Polícia

Polícia nega que tenha liberado motorista que atropelou adolescente de Palmeira

Assessoria da Polícia Militar informou que motorista foi levado à Central de Flagrantes e diz que apuração cabe à Polícia Civil

Por Erick Balbino/7Segundos 31/08/2026 12h12 - Atualizado em 31/08/2026 12h12
Polícia nega que tenha liberado motorista que atropelou adolescente de Palmeira
A morte do adolescente causou comoção em Palmeira dos Índios - Foto: Divulgação

A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) negou as acusações feitas pelo pai do adolescente Ruan Wilson, de 15 anos, morto após ser atropelado na noite da última terça-feira (25), na Avenida Durval de Góes Monteiro, em Maceió. Em entrevista concedida no dia do sepultamento do filho, o pai questionou a atuação das equipes policiais que atenderam a ocorrência e cobrou uma investigação sobre o procedimento adotado no local.

Segundo o relato do pai, duas guarnições da PM estiveram na área do acidente, mas o motorista envolvido na colisão não teria sido submetido ao teste do bafômetro nem conduzido imediatamente à delegacia. Ele também afirmou que testemunhas teriam relatado sinais de embriaguez por parte do condutor e que o semáforo estaria fechado para os veículos no momento do atropelamento.

Em nota, porém, a PM-AL negou que o motorista tenha sido liberado no local do acidente. A corporação informou que a guarnição responsável pela ocorrência cumpriu os protocolos operacionais e acompanhou o condutor até a Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado.

Ainda conforme a Polícia Militar, após a apresentação dos envolvidos à autoridade policial, questões relacionadas à eventual liberação do motorista, assim como a investigação sobre a dinâmica da colisão, uma possível embriaguez ao volante e o eventual avanço do sinal, são de competência da Polícia Civil.

Ruan Wilson, que é natural de Palmeira dos Índios, foi atingido enquanto trafegava pela avenida e não resistiu aos ferimentos. O pai do adolescente classificou o episódio como um crime de trânsito e pediu que as circunstâncias da morte sejam rigorosamente apuradas. A família também busca testemunhas que tenham presenciado o acidente ou registrado imagens da ocorrência.

A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias da colisão e reunir elementos para esclarecer a dinâmica do acidente e eventual responsabilidade do motorista.