Brasil

Diretor do Genial e empresário ligado a Vorcaro são alvos da Carbono Oculto

Operação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis

Por 7Segundos, com CNN 24/09/2026 09h09
Diretor do Genial e empresário ligado a Vorcaro são alvos da Carbono Oculto
Diretor do Genial e empresário ligado a Vorcaro são alvos da Carbono Oculto - Foto: Assessoria

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Crédito Oculto, uma nova fase da Operação Carbono Oculto.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

Entre os alvos da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos.

Mineiro é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário assinou acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Procurada, a defesa de Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, informou que não irá se manifestar.

Investigações e desdobramentos da Carbono Oculto

De acordo com as identificações ocorridas na operação Carbono Oculto, a primeira estrutura foi criada para ocultar e dissimular os reais proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo.

Outro operador financeiro, titular de fintechs e outras empresas, teria usado a infraestrutura societária e financeira do grupo empresarial, não apenas para a movimentação financeira das empresas da organização criminosa, como para criar novas camadas de ocultação sobre a titularidade da usina sucroalcooleira, entre outras fraudes.

Embora a titularidade formal da empresa sucroalcooleira estivesse distribuída entre fundos de investimento e outras empresas aparentemente independentes, os elementos reunidos indicam que a estrutura foi organizada para preservar o controle econômico dela sem que os reais beneficiários fossem revelados.

Segundo as investigações, um dos pontos envolve uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina. Os levantamentos apontam que uma empresa ligada à sociedade de investimentos adquiriu os créditos por meio da transferência de cotas de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).