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Diretor acusa funcionária de burlar sistema e favorecer atendimento a vereador

03/04/2017 12h12
Diretor acusa funcionária de burlar sistema e favorecer atendimento a vereador

A reportagem do 7 Segundos obteve com exclusividade o áudio do diretor do Centro de Referência Integrado de Arapiraca (Cria), que atende pelo nome de Nicolas, que acusa uma funcionária da unidade de saúde de favorecer o vereador Willomaks da Saúde (PRP), no episódio em que o parlamentar teve o atendimento barrado quando precisou de atendimento médico.

“O vereador colocou apenas sobrenome dele e quando as meninas me mostraram e que falaram para ele que elas não tinham autoridade para colocar o nome de ninguém no livro. Elas vieram até a mim e me falaram e me mostraram. Até então ela só colocou o sobrenome e o número da ficha ela colocou errado. Então quer dizer que ela burlou totalmente o sistema, tentou fraudar o nome de outra pessoa para querer que o vereador fosse atendido e isso eu não permito”, declarou o diretor do Cria.

O diretor declarou ainda que não nega vaga para a população de Arapiraca. “Só nego atendimento quando realmente não tem. Eu deixo as vagas para as pessoas que mais precisam. Porque eu sei que existem muitas pessoas que está a um ano precisando de atendimento”, disse.

Na opinião de Nicolas, independentemente de ter vaga ou não, a funcionária deveria ter comunicado a ele sobre a situação de ter apenas uma vaga no Cria.

“O vereador tem muito mais condições financeiras do que qualquer outra pessoa. Por que ele não foi procurar atendimento em uma unidade particular com o próprio doutor? Foi essa a minha questão. A funcionária do Cria me falou que foi ela que informou ao vereador que ia ter vaga ou não. A saúde do Cria é para o povo e para todos. Não é porque ele é vereador que eu vou atender diferenciado”, afirmou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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