Blog do André Avlis

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ARAPIRACA: Mesmo com a proibição de público no Estádio Municipal, várias pessoas acompanharam o jogo do Cruzeiro

Cruzeiro e Coruripe empataram por 0 a 0 na estreia da Copa Alagoas. Presença de público chamou atenção. Confira as imagens

13/01/2022 06h06 - Atualizado em 13/01/2022 07h07
ARAPIRACA: Mesmo com a proibição de público no Estádio Municipal, várias pessoas acompanharam o jogo do Cruzeiro

Ter público ou não ter, eis a questão. Ou o fato.

Cruzeiro e Coruripe se enfrentaram nesta quarta-feira (12), pela primeira rodada da Copa Alagoas. Houve igualdade no placar: empate de 0 a 0.

Além do jogo, o que chamou atenção foi o número de pessoas que o acompanhavam.

Segundo a FAF (Federação Alagoana de Futebol), em seu regulamento e protocolo, nos jogos sem a presença de público, os times podem ter até 50 pessoas em suas respectivas delegações (entre atletas, comissão técnica, dirigentes e equipe de comunicação). 

Vale lembrar que a Prefeitura Municipal de Arapiraca informou, em nota, que o estádio está interditado por conta das obras de manutenção exigidas para adequação das medidas do Corpo de Bombeiros.

Por isso, está proibida a presença de público. Ou deveria estar.

Entre atletas relacionados e comissão técnica, o time arapiraquense tinha 30 pessoas. Com o restante do permitido somados a dirigentes e equipe estática (comunicação, fotógrafos, assessoria).

Ou seja, não precisa ser um gênio ou um 'expert' da matemática para saber que o número limite de pessoas foi ultrapassado. É algo perceptível e notório nas próprias imagens.

Não é a primeira vez que situações semelhantes acontecem no futebol alagoano. Se tornou algo corriqueiro, reincidente e naturalizado. Seja em Arapiraca, Murici, Palmeiras dos Índios ou em qualquer outra cidade.

São ações extremamente incoerentes e contraditórias que infringem normas. Especialmente se o local, como o Coaracy da Mata Fonseca, estiver impedido, segundo a gestão, de receber público - por motivos óbvios.

Se há culpados? Talvez.

Apesar disso, o que tem ser feito é fiscalizar. E isso tem que partir da federação. Ou age de forma rígida no que diz respeito às medidas protocolares e regras, ou nada feito. Senão, veremos isso se repetir outras vezes.

Ter público ou não ter, eis a questão. Ou a constatação.