Politicando
Nem Lula, nem Bolsonaro: neutralidade é tendência para candidatos ao governo em 50% dos estados
Não declarar voto nem em Lula (PT), nem em Jair Bolsonaro (PL), parece ser uma tendência adotada com responsabilidade por candidatos a governador em cerca de 50% dos estados brasileiros. Levantamento feito pelo Sete Segundos mostra que em quase metade dos 12 estados em que vai haver segundo turno na eleição para governo, candidatos bem posicionados têm adotado a postura da neutralidade, não revelando seu voto para o Palácio do Planalto.
Na Bahia, por exemplo, o ex-prefeito e candidato ao governo ACM Neto (União) adotou uma postura neutra não abrindo seu voto. O candidato tem fugido de radicalismos e afirmado que pretende governar a Bahia caso eleito selando um “pacto em prol do estado, do povo baiano e em diálogo com qualquer presidente, porque a Bahia está acima de qualquer disputa ideológica”. Mesma situação do candidato ao governo da Paraíba Pedro Cunha Lima (PSDB), que afirmou “estar focado nas questões paraibanas” e que pretende manter pontes com o governo federal, em qualquer cenário futuro.
“Esta é uma posição madura de vários candidatos. Os problemas locais estão acima dos debates nacionais e dialogar com o próximo presidente é vital. Não se trata de estar, ou não, em cima do muro. Quem pensa assim tem uma visão limitada e estreita do assunto. A posição, primeiro, tem que ser em defesa do povo de seu estado, para além das paixões políticas do momento. E tem mais: uma candidatura a governador precisa unir, e não desunir as pessoas, precisa aglutinar, e não dividir”, reiterou um cientista político ouvido pelo blog.
Outro caso emblemático de neutralidade ocorre em Pernambuco, onde a candidata Raquel Lyra (PSDB) não declarou voto nem em Bolsonaro, nem em Lula neste segundo turno. De acordo com a assessoria da candidata, “os interesses de Pernambuco não podem ficar somente submissos à disputa nacional”. No Rio Grande do Sul, o candidato Eduardo Leite (PSDB) também se afirmou neutro sobre seu voto nacional no segundo turno. “Eu não vou abrir o meu voto para presidente para não contaminar o debate e não deixar que se discuta apenas o Brasil e não o Rio Grande”, disse o candidato do PSDB a jornalistas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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