Futebol

Ponte Preta viaja só com formados na base para evitar W.O. na Série B

Com a paralisação do grupo principal por causa dos salários atrasados, são apenas 17 jogadores relacionados para o duelo contra o América-MG

Por Redação com Ge 29/08/2026 18h06 - Atualizado em 29/08/2026 18h06
Ponte Preta viaja só com formados na base para evitar W.O. na Série B
Jogadores da base da Ponte Preta no último jogo - Foto: Marcos Ribolli

Com a paralisação do elenco principal por causa dos atrasos salariais, a Ponte Preta embarcou para Belo Horizonte, no início da tarde deste sábado, com apenas 17 jogadores formados nas categorias de base.

A decisão foi tomada para evitar um W.O. neste domingo, contra o América-MG, pela 25ª rodada da Série B. Serão apenas seis atletas no banco de reservas.

Alguns já estavam integrados os profissionais e participando dos jogos - inclusive como titulares - diante das opções reduzidas por causa das inúmeras saídas e também dos desfalques por lesões.

São os casos, por exemplo, dos goleiros Guilherme e Vinicius Ferrari, do lateral Júlio, dos zagueiros Diego Leão e Gustavo Almeida, dos volantes Gustavo Telles e Juan e do meia Miguel.

Outros foram incorporados às pressas durante a semana. Há ainda a situação de Kawann, de 21 anos, com contrato desde março, mas que ainda não estreou com a camisa alvinegra. Os relacionados têm entre 17 e 23 anos.

A partida marca a estreia do técnico Gilson Kleina, que inicia sua sexta passagem no comando do clube. Em sua entrevista de apresentação, ele disse que trata-se do maior desafio da carreira. Logo de cara, já tem pela frente a missão de dirigir um time somente de jovens.

A diretoria ainda tentou aumentar a lista até a última hora com a presença de jogadores que estão emprestados por outras equipes - casos dos zagueiros Sergio Palacios e Lucas Cunha, do Bragantino, e dos atacantes David da Hora e Brandão, do Coritiba.

Os atletas, porém, optaram por prestar solidariedade aos companheiros que estão com salários atrasados e também aderiram à paralisação iniciada na última quarta-feira.

Ao anunciar a suspensão das atividades, o elenco citou que os atrasos salariais chegam a seis meses em alguns casos, disse que foram abandonados pela diretoria e que a paralisação será mantida até que as pendências sejam regularizadas.

A reportagem do ge apurou que a falta de pagamento beira um ano em casos específicos de jogadores e também de integrantes do departamento de futebol.

A Macaca não vence há 18 jogos e ocupa a lanterna da Série B, com 10 pontos. O Avaí, primeiro time fora da zona de rebaixamento, tem 29 pontos.