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Nova regra deixa nove clubes acima do limite e ameaça estrangeiros na Série A

A CBF reduzirá gradualmente de nove para cinco o número de estrangeiros permitidos por jogo até 2030

Por Redação com Futebol Interior 29/09/2026 15h03 - Atualizado em 29/09/2026 16h04
Nova regra deixa nove clubes acima do limite e ameaça estrangeiros na Série A
Arrascaeta - Foto: Tnani Badreddine/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images

O futebol brasileiro prepara uma redução que atingirá quase metade dos participantes da Série A. A partir de 2027, cada clube poderá relacionar no máximo oito jogadores estrangeiros por partida, um a menos do que o limite atual.

A mudança será gradual. O teto cairá anualmente até chegar a cinco estrangeiros por jogo em 2030. A intenção da CBF é abrir espaço para jogadores brasileiros com até 23 anos.

A regra, porém, não obriga os clubes a dispensar estrangeiros nem impede novas contratações. O limite vale somente para a súmula. Uma equipe poderá manter 12 atletas de fora do país, por exemplo, mas quatro terão de acompanhar cada rodada da arquibancada.

Mesmo assim, a tendência é de redução dos elencos. Manter jogadores caros sem a certeza de utilização representa um problema financeiro e esportivo.

Nove clubes já estourariam o teto


Um levantamento realizado pelo Portal Futebol Interior com os elencos registrados em setembro mostra que nove clubes possuem mais de oito estrangeiros. Vasco e Internacional lideram, com 12 cada.

Botafogo e Athletico-PR aparecem com 11. Flamengo e Grêmio têm dez, enquanto Atlético-MG, Bahia e Fluminense contam com nove.

Redução chegará a cinco


O corte para oito jogadores é apenas a primeira etapa. Até 2030, o limite cairá para cinco estrangeiros por partida. Se os elencos permanecessem como estão, praticamente todos os grandes clubes seriam obrigados a promover mudanças profundas.

A CBF sustenta que a medida ajudará jogadores brasileiros sub-23, cuja participação caiu para aproximadamente 11,5% dos minutos disputados. Os críticos argumentam que limitar estrangeiros pode encarecer atletas brasileiros e reduzir a competitividade dos clubes nas competições continentais.