Futebol

Fifa permitiu goleiro irregular da RD Congo na Copa do Mundo, diz jornal

Jornal afirma que Fifa tinha conhecimento que o goleiro Lionel Mpasi não concluiu a troca de federação a tempo

Por Redação com Metrópoles 06/10/2026 14h02
Fifa permitiu goleiro irregular da RD Congo na Copa do Mundo, diz jornal
Lionel Mpasi - Foto: Rich von Biberstein/Icon Sportswire via Getty Images

A Fifa teria permitido que o goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, disputasse as Eliminatórias e a Copa do Mundo de 2026 mesmo sem ter concluído o processo de troca de associação nacional exigido pela entidade. A informação foi divulgada pelos jornais Le Monde, da França, e The New York Times, dos Estados Unidos.

Segundo as publicações, documentos obtidos pelos veículos indicam que a Fifa tinha conhecimento da situação de Mpasi antes de permitir que o jogador entrasse em campo pela seleção congolesa.

A irregularidade foi denunciada pela Federação Nigeriana de Futebol após a derrota para a RD Congo na reta final das Eliminatórias africanas. A Nigéria apresentou uma queixa à Fifa para contestar a elegibilidade de jogadores congoleses, com foco no goleiro.

Nascido na França, Mpasi defendeu as seleções francesas sub-16 e sub-17 em 12 partidas oficiais. De acordo com as regras da Fifa, jogadores que tenham representado uma seleção em determinadas categorias de base precisam concluir um processo formal de mudança de associação para atuar por outra federação no futebol profissional.

A investigação da própria Fifa teria confirmado que a Federação Congolesa de Futebol não havia concluído o procedimento necessário para que Mpasi pudesse defender a RD Congo.

Mesmo ciente da situação, porém, a entidade decidiu arquivar a reclamação apresentada pela Nigéria. A justificativa teria sido a existência de impedimentos processuais para a aplicação de uma punição.

Com isso, Mpasi continuou à disposição da seleção congolesa e foi titular na campanha que levou o país à Copa do Mundo. Na repescagem, a RD Congo venceu a Jamaica e garantiu a classificação para o Mundial pela primeira vez em 52 anos.

A decisão da Fifa agora levanta questionamentos sobre o cumprimento das próprias regras de elegibilidade da entidade e pode gerar novos desdobramentos jurídicos antes da disputa da Copa do Mundo.