PF indicia 25 pessoas acusadas de fraude no INSS em Alagoas
Dois dos acusados seguem foragidos (foto)<br />
Por Gazetaweb03/01/2013 19h07
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A Polícia federal concluiu o inquérito da Operação CID-F II, desencadeada em dezembro do ano passado e que desbaratou uma quadrilha acusada de esquema fraudulento por meio do qual teria desviado mais de R$ 13 milhões do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Alagoas. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Alexandre Mendonça, 25 pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato qualificado, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, e inserção de dado falso em sistema do governo federal.
O inquérito já foi encaminhado à Justiça Federal. Os nomes não foram revelados, mas dois dos acusados seguem foragidos. Segundo a PF, Cícero Francisco Barros, mais conhecido como ‘Cícero Contador’, e Florisvaldo Luiz da Silva – apontado na investigação como sendo o aliciador de ‘clientes’ – ainda são procurados.
As fraudes em benefícios concedidos pelo INSS envolviam ainda servidores e médicos do órgão. A operação CID-F II, que deu continuidade à ação da Polícia Federal no combate à irregularidade na concessão de auxílios-doença e aposentadorias, descobriu também que cada membro da quadrilha de fraudadores recebia valores específicos por cada trabalho.
A apuração apontou que Cícero e Florisvaldo recebiam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil por cada conquista junto ao INSS. O valor dependia do benefício pleiteado. De acordo com o delegado Alexandre Mendonça, o suspeito Florisvaldo ficava com a documentação dos clientes até que o dinheiro do benefício fosse liberado pela Previdência Social.
Em coletiva de imprensa, o delegado informou ainda que o médico acusado de envolvimento no esquema recebia entre R$ 100 e R$ 150 para justificar o motivo (laudo) que levaria à concessão do auxílio-doença e da aposentadoria. Os servidores envolvidos, por sua vez, ganhavam entre R$ 200 e R$ 300.
Conforme detalhou o delegado federal, as fraudes eram concretizadas da seguinte maneira: os integrantes da quadrilha montavam empresas fantasmas – seriam 30 só em Maceió – e faziam o possível para empregar os supostos beneficiários nos estabelecimentos. A partir destes, o contato era formalizado com os servidores do INSS, que já estavam cientes do encaminhamento a ser dado no processo de concessão.
Os benefícios chegavam a alcançar o valor de R$ 3.700 por mês, com a maioria deles superando os R$ 2,5 mil.