[Vídeo] Cantor César Soares visita ruínas do Clube do ASA e se emociona ao relembrar início da trajetória
O antigo clube está sem funcionar há mais de duas décadas
O que restou da antiga sede social do ASA, em Arapiraca, provocou comoção no cantor arapiraquense César Soares. Ao visitar as instalações deterioradas do antigo clube recreativo, que foi desocupado pela Justiça nesta terça-feira (17), ele se emocionou ao reencontrar um lugar marcante de sua trajetória artística, hoje tomado por ruínas.
“Voltar lá foi como encontrar um pedaço do meu coração escondido entre os escombros. As cadeiras se foram, os aplausos silenciaram… mas a memória continua viva, gritando dentro de mim: ‘foi aqui que tudo começou’”, escreveu o artista nas redes sociais.
O espaço, que nos anos 1990 e 2000 serviu como palco para eventos culturais e sociais da cidade, está desativado desde 2004. O prédio foi leiloado em 2006 para pagamento de dívidas fiscais do ASA com a Fazenda Nacional, mas a disputa judicial que se arrasta desde então ainda não teve desfecho definitivo.
Nesta terça-feira (17), uma nova etapa do conflito foi marcada com a desocupação do imóvel, que vinha sendo ocupado há mais de três anos por famílias integrantes do Movimento Via do Trabalho. A ordem de reintegração de posse foi concedida pela juíza Luciana Josué Raposo Lima Dias, da 2ª Vara Cível de Arapiraca, atendendo ao pedido do empresário João Jader Diógenes Tavares, que arrematou o prédio em leilão judicial realizado em 2006.
O imóvel, com mais de 4 mil m², foi adquirido por R$ 300 mil, divididos em 60 parcelas mensais de R$ 5 mil. O ASA, no entanto, contestou judicialmente a venda, alegando que o valor estava muito abaixo do preço de mercado.
As famílias removidas receberam da Justiça o direito a três meses de aluguel social, enquanto o Poder Judiciário articula com órgãos públicos uma solução habitacional definitiva.
O vice-presidente jurídico do ASA, Michael Dantas, acompanhou a retirada das famílias e informou que o clube pretende retomar as negociações com o arrematante. “Estamos diante de um patrimônio que é histórico para Arapiraca e para o próprio ASA. Com o imóvel agora desocupado, há espaço para diálogo e para buscarmos uma solução justa.”
Enquanto isso, o local que já foi palco de memórias afetivas, esportivas e culturais segue em ruínas, à espera de um desfecho judicial e de um novo destino. Para César Soares, porém, aquele espaço continua vivo na lembrança:
“Gratidão eterna à antiga sede do ASA. Pode até não existir mais fisicamente… mas em mim, esse palco nunca deixará de existir.”
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