Ex-mulher diz que matou médico após ele violar medida protetiva e relata abusos à filha do casal
Alan, de 41 anos, foi morto a tiros dentro de um carro estacionado
A médica Nádia Tamires confessou, em entrevista ao portal Agora Alagoas, que matou ex-marido, o também médico Alan Cavalcante. Ela relatou abusos sexuais dele à filha dos dois e disse que no dia do crime, nesse domingo (16), ele havia descumprido a medida protetiva.
Alan Carlos de Lima Cavalcante, de 41 anos, foi morto a tiros dentro de um carro estacionado em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Sítio Capim, zona rural de Arapiraca. Nádia Tamires, ex-mulher, foi presa poucas horas depois, a caminho de Maceió.
Ela concedeu entrevista na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela contou que há pouco mais de um ano o denunciou por abuso sexual de vulnerável contra a filha deles.
"Quando eu flagrei, a escola percebeu, as funcionárias da casa perceberam, tomei coragem de fazer a denúncia. Minha sogra disse que não era para confiar nele, mas era para colocar ordem na casa, que disse que 'não pode'; e minha mãe disse que estupro era só com pênis. Em 2025, a gente sabe que essa não é mais uma realidade, que a gente não pode se calar".
Nádia Tamires disse que recebeu ameaças do ex-marido e de um primo dele, que é ex-presidiário. Ela tinha uma medida protetiva contra os dois em vigor. Ela disse ainda que, na semana passada, um dia antes de uma audiência sobre o caso, o primo apareceu na esquina do posto de saúde que trabalha. 'Fiquei com medo'.
No dia do crime, ela disse que a menina estava com as avós e que ia saindo para o salão de beleza quando avistou o carro dele na esquina de sua casa. Ele estava ao lado de uma cunhada dela, esposa do irmão da própria Nádia. "Fiquei com medo de que, ao passar, ele me matasse. Achei que era uma emboscada. Desci do carro e, infelizmente, atirei nele antes que ele me matasse."
“Eu não sei quantos tiros foram. Eu simplesmente fechei os olhos, olhei na direção onde ele estava, vi que ele fez um movimento brusco e atirei porque eu fiquei com medo de morrer. Na hora que eu passei com o carro, ele ia atirar em mim”, disse a médica na entrevista ao Agora Alagoas. Ela informou que possui porte de arma de fogo.
Nádia Tamires ressaltou que tinha porte e posse de arma de fogo concedido pela polícia por morar em área rural.
“Então, assim, eu estava com medida protetiva dele. Ele não podia chegar perto de mim a menos de 300 m. O que ele estava fazendo na esquina da minha casa? Sabendo que ali é o meu trajeto e o fato de ele estar atrás da árvore, na frente do posto de saúde, eu fiquei totalmente acuada e com medo dele. Eu achei que eles estavam ali fazendo uma emboscada para mim, então eu me defendi”, disse.
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