PC aponta hipótese de estupro e sufocamento em morte de Peterson Ykaro
Tio-avô da criança foi preso como principal suspeito do crime
A investigação sobre a morte do menino Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, passou a considerar novas linhas de apuração. Em atualização divulgada nesta terça-feira (7), a Polícia Civil de Alagoas informou que, em tese, o caso pode ser enquadrado como estupro de vulnerável qualificado com resultado morte. A corporação também investiga a possibilidade de a criança ter sido sufocada, hipótese que ainda depende da conclusão dos exames periciais.
As informações foram apresentadas após os primeiros levantamentos realizados pela Unidade de Atendimento ao Local de Crime, vinculada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.
De acordo com a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, os indícios observados durante a investigação serão confrontados com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que deverá apontar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias em que o crime ocorreu. Até a conclusão da perícia, a Polícia Civil afirma que as hipóteses seguem sendo analisadas.
O caso teve grande repercussão após Peterson desaparecer na segunda-feira (6), depois de ser deixado pelo pai na casa de um tio-avô, enquanto a mãe ainda estava no trabalho. Ao retornar para casa, a mulher não encontrou o filho e, ao procurar o familiar, também não conseguiu localizá-lo. A família acionou a Polícia Civil e iniciou buscas pela região.
Horas depois, o corpo do menino foi encontrado em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió.
O tio-avô da criança foi preso nesta terça-feira (7), na região da Usina Utinga Leão, em Rio Largo. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), ele foi localizado após moradores denunciarem uma movimentação considerada suspeita. O homem foi levado para a sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça e deverá prestar depoimento.
A Polícia Civil informou que a investigação continua em andamento e aguarda os resultados dos exames periciais para definir a dinâmica do crime e confirmar a tipificação penal do caso.
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