Filha de Clezão, morto na Papuda, quer ver Bolsonaro na domiciliar
Para a defesa de Luiza Cunha, filha de Clezão, o pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro é um encontro de "caráter consulatório"
Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, solicitou nesta quarta-feira (5) autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para fazer uma “visita humanitária” ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
Bolsonaro está preso após ser condenado por tentativa de golpe pelo STF. Em março, Moraes autorizou que o ex-mandatário fosse transferido para prisão domiciliar humanitária. O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos.
Em petição enviada ao STF, a defesa de Luiza alega que a morte do pai deixou marcas profundas na jovem, “resultando em um processo de luto complexo e de difícil assimilação emocional”.
“Considerando que o Sr. Jair Messias Bolsonaro encontra-se cumprindo pena no momento por meio de prisão domiciliar, com regras estipuladas por essa Corte Supremo, sujeitando-se ao regime formal de visitação e fiscalização, a Requerente comparece perante Vossa Excelência para pleitear autorização judicial extraordinária para a realização de um único encontro presencial de caráter estritamente consolatório”, diz trecho do pedido.
Morte na Papuda
Clezão morreu aos 46 anos, em novembro de 2023, durante o banho de sol no Centro de Detenção Provisória (CDP) II, no Complexo Penitenciário da Papuda.
Conhecido como “Clezão do Ramalho”, ele era comerciante e estava preso preventivamente por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo familiares, Clezão desenvolveu uma série de problemas de saúde após contrair Covid-19. Ele apresentava vasculite — inflamação dos vasos sanguíneos que pode atingir diferentes órgãos — e chegou a ficar internado por 33 dias em 2022 em razão de complicações da doença.
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