Alagoas registra queda no desemprego, mas taxa segue acima da média nacional
Estado apresentou redução de 1,3 ponto percentual no segundo trimestre, segundo dados divulgados pelo IBGE
Alagoas registrou uma queda significativa na taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). Apesar da redução, o estado terminou o período com uma taxa de desocupação de 7,9%, acima da média nacional, que ficou em 5,4%.
O índice alagoano recuou 1,3 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano. Com o resultado, Alagoas ficou entre as 13 unidades da Federação que apresentaram redução do desemprego no período.
Embora tenha registrado uma das quedas mais expressivas entre os estados, Alagoas ainda aparece com uma das maiores taxas de desocupação do país. O percentual de 7,9% é o mesmo registrado por Sergipe e fica abaixo dos índices observados no Piauí e em Pernambuco (8,3%), Bahia (9,1%) e Amapá (9,8%).
No cenário nacional, a taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% entre abril e junho. Dos 27 estados, 11 encerraram o segundo trimestre com índice inferior à média brasileira.
Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Também ficaram abaixo da média Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
Para o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como o grau de industrialização, o comportamento da atividade econômica e o nível de instrução da população.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta diferentes formas de inserção no mercado de trabalho, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria. Pelos critérios do IBGE, é classificada como desocupada a pessoa que não estava trabalhando e havia procurado uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O levantamento também aponta uma redução no chamado desemprego de longa duração. No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam procurando trabalho havia pelo menos dois anos, o menor número registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6%.
Os dados nacionais ainda mostram diferenças na taxa de desocupação entre grupos da população. Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,4%. Por cor ou raça, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
Ao todo, a pesquisa do IBGE contempla aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, permitindo acompanhar a evolução do mercado de trabalho brasileiro e suas diferenças regionais.
Veja também
Últimas notícias
PM prepara implantação do policiamento aquático no Litoral Norte de Alagoas
Missionário Dunga do PHN declara apoio a Leonardo Dias: 'pessoa de boa índole'
Suspeito de matar adolescente em Colônia de Leopoldina diz que marcou encontro com vítima
Bairro Zélia Barbosa Rocha terá novas obras de pavimentação e drenagem
Santana do Ipanema decreta situação de emergência por 180 dias
Dino aciona PF e pede investigação de atos de intolerância religiosa em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
