Saúde

Surto de coqueluche em Arapiraca: saiba como se proteger da doença

O município registrou 3 casos confirmados, enquanto outros 33 seguem em investigação

Por Erick Balbino/7Segundos 24/08/2026 12h12 - Atualizado em 24/08/2026 12h12
Surto de coqueluche em Arapiraca: saiba como se proteger da doença
O Complexo Multiprofissional Rogério Teófilo funciona no bairro Baixa Grande - Foto: Assessoria

Depois da confirmação de três casos de coqueluche e do surto da doença em Arapiraca, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou as orientações à população sobre como evitar a infecção, que é causada pela bactéria Bordetella pertussis.

Com casos confirmados em ambiente domiciliar e de trabalho, o órgão reforça que a vacinação em dia continua sendo a principal ferramenta de proteção, especialmente para bebês, o grupo mais vulnerável a complicações graves.

A orientação central da Vigilância em Saúde, destacada no Alerta Epidemiológico publicado no último dia 20 de agosto, é manter os esquemas vacinais atualizados conforme o Calendário Nacional de Vacinação, com atenção redobrada a crianças com doses em atraso. A rede de saúde tem sido orientada a aproveitar toda oportunidade de atendimento para verificar a situação vacinal dos pacientes e regularizar esquemas incompletos.

Um ponto de destaque nas recomendações é a vacinação de gestantes com a dTpa a cada gravidez. A dose é considerada fundamental porque protege o bebê logo nos primeiros meses de vida, período em que a criança ainda não tem idade para receber suas próprias doses e, por isso, fica mais exposta a formas graves da doença caso seja infectada.

Atenção redobrada com os bebês

Lactentes, sobretudo os menores de 1 ano, são apontados como o grupo de maior risco de complicações, hospitalização e formas mais graves da coqueluche. Por isso, sinais como tosse persistente, guincho ao inspirar, vômitos após tossir, coloração azulada na pele ou pausas na respiração em crianças pequenas exigem avaliação médica imediata.

Como a doença se espalha principalmente por gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar de perto, medidas simples de etiqueta respiratória ajudam a conter o contágio:

> Cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir ou espirrar;
> Evitar contato próximo e prolongado com outras pessoas enquanto houver sintomas respiratórios;
> Manter ambientes ventilados, especialmente em casas e locais de trabalho;
> Lavar bem as mãos com frequência, já que o contato com secreções respiratórias, embora menos comum, também pode transmitir a bactéria.

O que fazer diante de sintomas ou contato com um caso confirmado

O momento é de alerta diante de tosse persistente ou com sinais de alerta, considerando que a apresentação da doença pode variar conforme a idade e a situação vacinal do paciente. As recomendações dos serviços de saúde são:

> Procurar uma unidade básica (UBS) diante de tosse que persista por dias, principalmente se vier acompanhada de crises, guincho respiratório ou vômitos após a tosse;
> Informar ao profissional de saúde caso tenha havido contato próximo com alguém diagnosticado com coqueluche, mesmo sem sintomas. Esse histórico pode indicar a necessidade de quimioprofilaxia, uso preventivo de medicação após a exposição;
> Seguir orientações de isolamento quando houver diagnóstico ou suspeita da doença, evitando contato próximo com outras pessoas do convívio, principalmente bebês e gestantes;
> Notificar casos suspeitos ao serviço de saúde para que a investigação epidemiológica comece o quanto antes, ajudando a interromper a cadeia de transmissão.

Vigilância Constante

Enquanto a investigação sobre o surto segue em curso, a Secretaria de Saúde mantém articulação com o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (LACEN/AL) e com a Secretaria de Estado da Saúde, além de visitas aos serviços de saúde e aos locais de trabalho ligados aos casos já confirmados. O objetivo é identificar rapidamente eventuais novos casos e reforçar, junto à população, a importância da prevenção.