Justiça

Leonam Pinheiro parabeniza Polícia Civil e Justiça pela condenação de 'Vitinho'

Deputado afirmou que continuará acompanhando o caso para buscar o aumento da pena do condenado

Por Giulianna Albuquerque 31/08/2026 15h03 - Atualizado em 31/08/2026 15h03
Leonam Pinheiro parabeniza Polícia Civil e Justiça pela condenação de 'Vitinho'
Victor Bruno - Foto: Reprodução/Alan Garcia/TV Pajuçara

O delegado e deputado estadual Leonam Pinheiro parabenizou a Polícia Civil de Alagoas pela conclusão do inquérito que investigou o estupro e as agressões sofridas por Maria Daniela Ferreira Alves, em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas. A manifestação ocorreu após a condenação de Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e quatro meses de prisão.

A condenação foi confirmada nesta segunda-feira (31) pela advogada da vítima, Júlia Nunes. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) também confirmou que houve uma sentença no processo, mas informou que detalhes da decisão não podem ser divulgados porque o caso tramita em segredo de Justiça.

Em vídeo, Leonam Pinheiro destacou o trabalho realizado pela Polícia Civil durante a investigação e também parabenizou a Justiça alagoana pela sentença. “Parabéns aqui à Polícia Civil pela conclusão do inquérito. Parabéns à Justiça alagoana por essa condenação”, afirmou o parlamentar.

Leonam também declarou que continuará acompanhando o caso e defendeu que a pena seja aumentada, considerando as consequências deixadas para a vítima. “Nós continuaremos acompanhando o caso, até porque essa pena ainda é muito branda, perto da pena perpétua que Daniela sofreu. Ela, sim, infelizmente, terá uma pena perpétua de danos físicos e psicológicos para o resto de sua vida”, declarou.

O deputado afirmou ainda que pretende acompanhar os próximos desdobramentos do processo para buscar um eventual aumento da condenação. “Mas nós iremos acompanhar para que essa pena seja ainda aumentada”, concluiu.

Relembre o caso


O crime aconteceu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização entre colegas de escola em uma chácara pertencente à família do acusado, localizada no Povoado Poção, na zona rural de Coité do Nóia.

Segundo as investigações, Maria Daniela, que tinha 19 anos na época, foi estuprada, agredida e sofreu uma tentativa de asfixia. Após as agressões, ela permaneceu cinco dias em coma e ficou com graves sequelas, passando a necessitar de auxílio para realizar atividades básicas.

Durante a investigação, exames toxicológicos identificaram a presença de Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina, substâncias com efeito sedativo.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o estupro teria sido premeditado e a vítima teria sido dopada para impedir que oferecesse resistência.

Victor Bruno foi preso em 10 de julho, no município de Taquarana, após permanecer foragido desde dezembro de 2024. Agora condenado a 13 anos e quatro meses de prisão, ele ainda pode ser alvo de recurso da acusação para tentar aumentar a pena.