Justiça

Após 15 anos, Justiça julgará executor de assassinato de vereador de Anadia

Julgamento de Wallemberg Wanderson Torres da Silva acontece no dia 10 de setembro, no Fórum do Barro Duro, em Maceió

Por 7segundos 03/09/2026 15h03 - Atualizado em 03/09/2026 16h04
Após 15 anos, Justiça julgará executor de assassinato de vereador de Anadia
Após 15 anos, Justiça julga executor de assassinato de vereador de Anadia - Foto: Assessoria

Após 15 anos de espera, será realizado no próximo dia 10 de setembro, às 8h, na 9ª Vara Criminal do Fórum do Barro Duro, em Maceió, o julgamento de Wallemberg Wanderson Torres da Silva, apontado como um dos executores do assassinato do vereador de Anadia, Luiz Ferreira. O réu chegou a permanecer alguns anos foragido.

Segundo as investigações e provas apresentadas no processo, Wallemberg teria recebido R$ 500 para participar do crime. Ainda de acordo com os elementos reunidos pela acusação, ele teria participado de reuniões com outros integrantes do grupo nos dias que antecederam o assassinato e também no dia do crime, além de ser apontado como o responsável por dirigir o veículo utilizado na execução.

O assassinato de Luiz Ferreira teria como principal motivação uma disputa política em Anadia. Na época, após participar de uma entrevista em uma rádio de Maribondo, o vereador declarou que votaria favoravelmente à abertura de um processo de investigação contra a então prefeita Sânia Palmeira e manifestou a intenção de disputar a Prefeitura de Anadia.

De acordo com familiares e com a investigação, Luiz não possuía histórico de inimizades ou conflitos pessoais que pudessem indicar outra motivação para o crime. Seu posicionamento político teria feito com que ele passasse a ser um desafeto da então prefeita.

Além de Wallemberg, outros quatro réus já foram julgados e condenados pelo assassinato, com penas que chegaram a aproximadamente 30 anos de prisão.

Após o julgamento do dia 10, ficará pendente o julgamento de Sânia Palmeira, apontada como mandante do crime. A ex-prefeita encontra-se atualmente em prisão domiciliar. Segundo a família da vítima, uma série de recursos judiciais ao longo dos últimos 15 anos contribuiu para adiar o julgamento da acusada.

Para os familiares de Luiz Ferreira, o julgamento representa mais uma etapa na busca por justiça e pela responsabilização de todos os envolvidos no assassinato.