Arapiraca

Denunciante apresenta fotos de cartazes contra Flávio Bolsonaro na Ufal, em Arapiraca

Imagens mostram manifestações políticas no campus de Arapiraca e levantam questionamentos sobre propaganda eleitoral

Por 7Segundos 09/10/2026 17h05 - Atualizado em 09/10/2026 17h05
Denunciante apresenta fotos de cartazes contra Flávio Bolsonaro na Ufal, em Arapiraca
Cartazes com mensagens contrárias a Flávio Bolsonaro foram fotografados no campus da Ufal, em Arapiraca - Foto: Cortesia

Após a denúncia de suposta intimidação contra estudantes e professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Arapiraca, o 7Segundos recebeu imagens que comprovam a presença de cartazes com mensagens contrárias ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O material apresenta ataques ao bolsonarismo e acusações contra o candidato. Segundo o denunciante, os cartazes fazem parte de uma mobilização política favorável à reeleição do presidente Lula (PT).

O denunciante questiona a utilização do espaço público universitário para manifestações eleitorais e cobra tratamento igualitário para estudantes de diferentes posições políticas.

As fotografias confirmam a existência dos cartazes, mas não comprovam quem os instalou ou se houve autorização da universidade.

O caso ocorre após estudantes denunciarem ameaças de um grupo que esteve no campus na quinta-feira (8). A Ufal informou que apura o episódio.

A questão agora é saber quais são as regras para manifestações políticas dentro da universidade e se elas são aplicadas igualmente a todos.

Justiça Eleitoral determina retirada de propaganda

Em informação divulgada nesta sexta-feira (9), a Ufal comunicou que o juiz eleitoral Ygor Vieira Figueiredo intimou o reitor Josealdo Tonholo a adotar medidas administrativas para retirar materiais de propaganda político-partidária do Campus A.C. Simões e de outros equipamentos da instituição.

O Mandado de Intimação nº 1/2026, da 33ª Zona Eleitoral, estabelece prazo improrrogável de 48 horas para a remoção de cartazes, panfletos, impressos e pichações político-partidárias em estruturas públicas da universidade.

A decisão também determina que o reitor fiscalize os espaços para impedir a instalação de novos materiais. O descumprimento injustificado da ordem pode resultar em sanções legais, incluindo a apuração de possível crime de desobediência eleitoral.

Segundo a Ufal, após receber a notificação, o reitor encaminhou a determinação a todas as unidades acadêmicas e administrativas da instituição.

Em declaração divulgada pela universidade, Tonholo afirmou que a gestão já vinha orientando a comunidade acadêmica sobre os procedimentos relativos ao período eleitoral, com informações disponíveis no site institucional desde 13 de abril. “A universidade sempre foi um campo livre para manifestações de todas as pessoas, mas, desde o início do período eleitoral, a gestão superior da Ufal vem alertando a comunidade sobre os procedimentos relativos ao Defeso Eleitoral”, declarou.

O reitor acrescentou que a universidade não faz propaganda eleitoral e que a determinação judicial será cumprida.