Política

Arapiraca recebe 'Seção Mais que Inclusiva' nas eleições com mesários com deficiência

Iniciativa do TRE-AL no Instituto Federal de Alagoas (Ifal) promove cidadania, acessibilidade integral e acolhimento pioneiro na região

Por Erick Balbino e Andressa Almeida 25/10/2026 16h04 - Atualizado em 25/10/2026 17h05
Arapiraca recebe 'Seção Mais que Inclusiva' nas eleições com mesários com deficiência
Arapiraca recebe Seção Mais que Inclusiva' nas eleições com mesários com deficiência - Foto: Reprodução

As eleições deste ano em Arapiraca contam com uma iniciativa de grande impacto social: a "Seção Mais que Inclusiva", instalada no Instituto Federal de Alagoas (Ifal). O projeto, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), tem como principal objetivo garantir que a acessibilidade vá além da infraestrutura, colocando pessoas com deficiência diretamente no centro do processo democrático como mesários.

Segundo Taciana Alessio, servidora do TRE, a experiência bem-sucedida realizada anteriormente em Maceió foi expandida para Arapiraca nesta edição das eleições.

A seção funciona de maneira regular, mas conta com uma equipe diversificada e integrada. Mesários com deficiência visual, como Daniel e Jean, atuam diretamente na função principal da mesa receptora, enquanto outros profissionais com diferentes tipos de deficiência e colaboradores de apoio auxiliam na recepção de documentos, cadastro e liberação da urna eletrônica.

Para Daniel, um dos mesários participantes, a ação representa um marco histórico para a democracia e para a mobilidade urbana dos cidadãos. A iniciativa conta com suporte logístico que inclui transporte dedicado para buscar e levar os mesários e eleitores, além de uma estrutura completa de acessibilidade no local, como piso tátil, urnas eletrónicas adaptadas com sistema em Braille e leitores de ecrã com áudio por fones de ouvido.

A mesa de trabalho também é integrada por profissionais de diversas áreas e intérpretes de Libras, consolidando um ambiente plural que reforça o lema de que a inclusão é um direito fundamental, e não um favor.