Presidente Lula deve se reunir com setor produtivo após viagem para a COP
De acordo com a analista Edilene Lopes, encontro terá como objetivo ouvir as demandas e detalhar a política econômica do novo governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve promover uma reunião com representantes do setor produtivo para detalhar a política econômica do novo governo.
A apuração é da analista de política Edilene Lopes, que obteve informações diretamente de integrantes do primeiro escalão do governo.
"O presidente Lula certamente vai chamar para reunir representantes de vários setores produtivos, inclusive os que não pertecem ao Conselhão, que é uma estrutura não deliberativa com quem o presidente se reúne para ouvir e detalhar o que vai ser feito", relatou Edilene durante o CNN 360º desta segunda-feira (2).
O encontro, segundo Edilene, ainda não tem data definida, mas deve acontecer logo após o retorno de Lula da viagem para a COP31, que será realizada em Antalya, na Turquia, a partir do dia 9.
Reunião diferente do Conselhão
A nova reunião, segundo a analista, será mais próxima do modelo adotado por presidenciáveis durante pré-campanhas, só que agora no contexto pós-eleitoral. O objetivo será ouvir os anseios do setor produtivo e incorporá-los à política econômica.
"Será uma reunião mais para escutar do que para detalhar", afirmou Edilene.
Segundo ela, somente após esse encontro Lula deverá se sentar com sua equipe de transição para definir e apresentar os resultados da política econômica. A reunião também servirá para determinar qual será a participação desses setores no novo governo.
Preocupações do setor produtivo
A principal demanda do setor produtivo, segundo a analista, gira em torno de uma "dobradinha": a redução da taxa de juros e a diminuição dos gastos públicos.
"Essa sinalização que o governo não faz que preocupa tanto o Produto Interno Bruto, aqueles que produzem o PIB no Brasil", afirmou a analista.
Edilene destacou ainda que parte do setor produtivo está "com o pé muito atrás" em relação a Lula, devido à falta de detalhes sobre a política econômica e à ausência de nomes para postos-chave.
Além disso, circula a informação de que André Lara Rezende, um dos idealizadores do Plano Real, pode se reunir com o presidente, embora esse encontro também não tenha data marcada.
"Vale lembrar que houve um manifesto assinado por vários tucanos, integrantes de governos anteriores, como de Fernando Henrique Cardoso. Esse não foi um encontro gratuito e eles devem participar da condução da política econômica e devem ser escutados pelo presidente", afirmou Edilene.
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