Justiça

Família cobra pena máxima para acusado de estuprar e matar Cícera Laura em Arapiraca

Nora da vítima desabafa sobre os 10 meses de dor e relembra que o crime interrompeu a caminhada em busca de tratamento para a ansiedade e depressão

Por Erick Balbino 04/11/2026 09h09 - Atualizado em 04/11/2026 09h09
Família cobra pena máxima para acusado de estuprar e matar Cícera Laura em Arapiraca
Cícera Laura da Silva - Foto: Divulgação/Plid-AL

Nesta quarta-feira (4), o Tribunal do Júri se reúne no Fórum de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, para julgar o homem acusado de estuprar e assassinar Cícera Laura da Silva, de 47 anos. Pouco antes do início da sessão, familiares expressaram revolta e clamaram por justiça.

Karla Franciny, nora da vítima, relatou o sofrimento enfrentado pela família ao longo dos últimos 10 meses desde o desaparecimento e a morte de Cícera Laura, cujo corpo foi encontrado sem vida no Bosque das Arapiracas após três dias de buscas.

"São 10 meses onde a gente vem sofrendo. Os primeiros três dias foi onde a gente fez as buscas, onde nós encontramos, infelizmente, o corpo sem vida, numa situação muito deplorável", declarou Karla.

Segundo ela, o impacto da perda é diário e devastador para toda a estrutura familiar, deixando o esposo da vítima "dilacerado" e os filhos sofrendo constantemente. Karla destacou que Cícera Laura foi assassinada em um momento de superação pessoal: "A matriarca foi assassinada num momento onde ela buscava, na caminhada, se curar da depressão, da ansiedade. Ela teve sua vida impedida, vida frustrada por um marginal."

Diante da gravidade do caso, a família reforça o pedido para que o réu receba a punição severa e exemplar.

"A gente precisa que esse cara pague da maior forma, da melhor forma e da forma mais justa, pelo crime bárbaro que ele fez [...] A gente precisa que ele pegue a pena máxima e que ele não tenha a oportunidade de nunca mais fazer novas vítimas, nunca mais destruir nenhuma família", concluiu a nora.

O Caso

O suspeito, de 31 anos, foi preso em janeiro deste ano em uma serralharia no bairro Alto do Cruzeiro, em Arapiraca, após confessar o crime à polícia. Na época, agentes apreenderam em sua residência objetos que teriam sido utilizados no dia do homicídio. Posteriormente, outras duas mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciá-lo por importunação sexual, ampliando o histórico de investigações contra ele.

Agora, cabe aos jurados do Tribunal do Júri analisar as provas e definir o destino do acusado.