'Só vi os pezinhos da minha filha': mãe de adolescente morta desabafa no 3º júri de serial killer
Durante o primeiro momento do julgamento, foram ouvidas três testemunhas; O relato mais comovente foi o da mãe da vítima, Piedade Wilma Melo dos Santos
Teve início na manhã desta quinta-feira (31), no Fórum da Capital, o terceiro julgamento de Albino Santos de Lima, acusado de matar a tiros a adolescente Ana Clara Santos Lima, de 13 anos, no bairro Vergel do Lago, em Maceió, no dia 3 de agosto de 2024. Conhecido como o "Serial Killer de Maceió", o réu já foi condenado em dois júris anteriores, com penas que somam 61 anos de prisão. Ele está preso desde o dia 27 de novembro do ano passado.
Durante o primeiro momento do julgamento, foram ouvidas três testemunhas. O relato mais comovente foi o da mãe da vítima, Piedade Wilma Melo dos Santos, que chorou ao falar sobre a filha. “Minha filha era minha companheira, era meu tudo, me ajudava em tudo. Eu trabalho como vendedora de café e bolo, e eu só tinha ela”, declarou.
A mãe também reforçou que Ana Clara não tinha qualquer envolvimento com drogas, em resposta a uma alegação recorrente do réu sobre suas vítimas. No dia do crime, a adolescente havia saído para o ginásio, próximo de casa. “Meu coração estava apertado, achava que tinha alguma coisa errada. Aí peguei o carrinho e fui pra casa. Quando ia chegando, vi o SAMU e a viatura da polícia e fiquei gelada. Quando me aproximei, todo mundo olhando pra mim. O policial perguntou se eu era a mãe da Ana Clara e perguntei se ela estava viva. Ele disse que infelizmente não. Aí pedi pra ver a minha filha, e só vi os pezinhos dela”, relatou, emocionada.
De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), Ana Clara percebeu que estava sendo seguida e tentou se refugiar em um imóvel vizinho, mas foi alcançada e baleada por Albino, que invadiu a casa. A primeira testemunha ouvida no júri foi o dono do imóvel invadido, que falou por videoconferência. Ele contou que estava dormindo com a esposa quando ouviu alguém tentando abrir a porta e escutou o primeiro disparo. Ana Clara entrou na casa já ferida e tombou na cama do casal. A residência possui apenas um quarto.
O homem relatou que ouviu dois tiros, sendo um deles disparado na frente de seu filho de apenas quatro anos, que ficou traumatizado. A família mudou de endereço após o crime, com problemas psicológicos e medo. O juiz orientou que o casal e a criança busquem atendimento psicológico em uma unidade de saúde, e se colocou à disposição para garantir o encaminhamento.
A terceira testemunha foi uma amiga de Ana Clara, que estava com ela no momento do crime. A jovem relatou que as duas assistiam a um jogo de futebol com uma prima da vítima e não perceberam a aproximação de nenhum homem. Ela descreveu Ana Clara como tranquila e sem qualquer envolvimento com drogas ou comportamentos de risco.
O réu confessou o homicídio durante as investigações, alegando problemas psicológicos e afirmando que ouve vozes. A defesa tentou impedir o julgamento, alegando inimputabilidade, mas Albino foi pronunciado e está sendo julgado por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio.
O julgamento ocorre a três dias de o crime completar um ano.
Últimas notícias
Francisco Sales defende geração de empregos e plano de desenvolvimento para a Zona da Mata
Expo Vida & Arte reúne mães solo e atípicas em feira na Praça do Skate, em Maceió
Enem 2026 terá atendimento especializado para TOC, ansiedade e TDAH
Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama
Após acidente que o deixou paraplégico, alagoano passa por tratamento inédito com polilaminina
Vacinação contra Influenza é ampliada para todos os públicos em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
