Justiça determina que reeducandos de comboio da Capital sejam transferidos para Presídio do Agreste
Decisão afirma que policiais penais em greve não podem impedir a entrada dos presos na unidade
O juiz André Luís Parízio Maia Paiva, da Vara Plantonista da 2ª Circunscrição, determinou que o comboio de reeducandos que saiu de Maceió na quinta-feira (16) seja transferido para o Presídio do Agreste. A decisão judicial tem como objetivo colocar um ponto final no impasse entre a polícia, o Estado e os policiais penais que estão em greve, que impediram a entrada de 32 presos oriundos de unidades prisionais da Capital.
Ainda na quarta-feira, a Polícia Civil deu entrada em uma representação criminal contra os policiais penais que estavam em serviço no Presídio do Agreste e que se recusaram a abrir os portões para o comboio formado por dois ônibus de presos e dezenas de viaturas das polícias Civil e Militar.
Em sua decisão, o juiz determina que, caso a transferência dos presos não seja efetuada, os policiais penais serão responsabilizados por crime de desobediência e prevaricação e terão que pagar multa de R$ 5 mil.

Com a determinação judicial, os presos que foram levados provisoriamente para a Casa de Custódia de Santana do Ipanema deverão ser transportados ainda nesta tarde para a unidade prisional em Girau do Ponciano.
Antes de a decisão ser divulgada, o Sindicato dos Policiais Penais de Alagoas (Sinasppen) informou não houve rodada de negociações entre a categoria e o governo do Estado após o ocorrido na tarde de quinta-feira.
"Estamos no aguardo do retorno do governador", declarou Vítor Leite, representante da categoria.
Como ato de greve, os policiais penais que atuam no Presídio do Agreste impediram a entrada de dois ônibus de reeducandos oriundos de unidades prisionais de Maceió. O sindicato informou que a Seris havia sido avisada desde o dia 11 de setembro que não permitiria a entrada de novos presos na unidade localizada em Girau do Ponciano, até que a reivindicação da categoria fosse atendida.
O comboio que saiu de Maceió era formado por dois ônibus com presos e dezenas de viaturas das polícias Militar e Civil. O impasse durou toda a tarde e até o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar, e o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, estiveram pessoalmente no presídio para tentar negociar a entrada dos presos com os grevistas, mas não obtiveram sucesso.
Os policiais penais, que antes eram conhecidos como agentes penitenciários, deflagraram greve no mês de agosto com uma pauta salarial que inclui nivelamento da tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS), reposição de 15% em cima da tabela corrigida e manutenção dos atuais direitos.
Em decorrência da greve da categoria, as visitas de familiares dos reeducandos estão suspensas desde o dia 16 de agosto, o que gerou uma série de protestos na Capital e no interior.
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
