Justiça determina prisão temporária de empresário que atropelou e matou PM Cibelly
Em nota, investigado afirma que prestou socorro às vítimas, mas saiu do local temendo represálias
O empresário Edson Lopes, autor do atropelamento que causou a morte da policial militar Cibelly Barboza Soares, teve prisão temporária decretada pela Justiça.
O juiz da 5ª Vara Criminal, Alberto de Almeida, acatou o pedido do Ministério Público Estadual, determinando prisão temporária de cinco dias "a fim de colher elementos de informação imprescindíveis para as investigações", como está descrito na síntese da decisão.
O mandado de prisão destaca ainda o fato de investigado ser um empresário influente "que poderá impedir ou dificultar os depoimentos das testemunhas a serem ouvidas perante a Autoridade Policial".
Ainda na justificativas, o magistrado cita ainda relatos feitos pelo Ministério Público e polícia sobre o ocorrido.
"Segundo informado o pela autoridade policial e ratificado pelo Ministério Publico, a segregação do investigado é imprescindível para a elucidação do crime em tela, mormente porque o representado se evadiu do local logo após o crime, abandonando o veículo no local da ocorrência, "para não ser preso em flagrante, nem ser submetido ao teste do etilômetro, pois estaria supostamente dirigindo sob a influência de álcool", o que é bem razoável e possível, e será objeto das investigações que estão sendo e ainda serão realizadas", declarou.
Por meio de nota divulgada à imprensa na manhã desta quinta-feira (19), o empresário Edson Lopes negou estar embriagado no momento do acidente e que, apesar de ter abandonado o local do acidente "porque ficou em choque e temeu represálias", prestou socorro à vítima.
O empresário, do ramo da construção civil responde a inquérito pelo atropelamento da soldado PM Cibelly Barbosa Soares e do noivo dela, soldado PM Gheymison do Nascimento Porto, por volta das 17h de 14 de outubro.
O casal estava pedalando pela AL 220 quando foram atingidos pela caminhonete guiada por Edson Lopes. Imagens de câmera de segurança mostraram o momento do acidente e o veículo deixando o local em seguida.
A PM Cibelly Soares tinha 31 anos e entrou para o serviço militar em 2020. Ela estava lotada no 3º Batalhão e atuava como professora no Colégio Tiradentes em Arapiraca. Ela chegou a ser socorrida pelo Samu e a ser submetida à reanimação cádio-pulmonar ainda no local do acidente, mas morreu pouco depois, antes de dar entrada no hospital.
Ela e o noivo eram praticantes de ciclismo e muito conhecidos em grupos que reuniam ciclistas de Arapiraca e da região. O soldado Porto, como é mais conhecido, ingressou na PM em 2018 e atualmente está lotado na 6ª Companhia Militar Independente de Batalha, e presta serviços no município de Major Izidoro.
Ele também foi violentamente atingido pela caminhonete e foi socorrido para o Hospital de Emergência do Agreste. As últimas informações divulgadas sobre o estado de saúde dele, ainda no final de semana, é de que ele havia sido submetido a uma cirurgia e havia sofrido fratura em um dos braços, mas estava considerado estável.
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