Justiça

Justiça revoga prisão de suplente acusado de tentar matar vereador em Campo Grande

José Carlos Egino Lima era apontado como responsável pelo atentado contra Pitú

Por Gabrielly Farias 24/08/2026 18h06 - Atualizado em 24/08/2026 18h06
Justiça revoga prisão de suplente acusado de tentar matar vereador em Campo Grande
José Carlos Higino Lima teve a prisão preventiva revogada pela Justiça de Alagoas - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas revogou a prisão preventiva de José Carlos Higino Lima, suplente de vereador que era investigado pela tentativa de homicídio contra o então vereador José Feliciano Lessa Leandro, conhecido como Pitú, em Campo Grande, no interior de Alagoas.

A decisão considerou que não foram apresentados indícios suficientes de autoria para que o acusado fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Com a revogação, também foi determinado o contramandado da ordem de prisão.

O atentado aconteceu em 10 de junho de 2025
. Na ocasião, Pitú chegava à própria residência quando teria sido perseguido por um homem, que invadiu o imóvel e efetuou quatro disparos de arma de fogo contra ele.

Baleado, o então vereador foi socorrido e encaminhado para a Unidade de Emergência do Agreste. Ele se recuperou dos ferimentos e atualmente segue a vida normalmente. Pitú não ocupa mais o cargo de vereador.

José Carlos chegou a ser preso durante as investigações e posteriormente conseguiu um alvará de soltura. Segundo as informações do processo, ele não retornou ao sistema prisional após uma determinação judicial e passou a ser considerado foragido.

Na nova decisão, a Justiça apontou que não houve a devida demonstração de indícios suficientes de autoria capazes de justificar a submissão do acusado ao Tribunal do Júri.

José Carlos negava participação no atentado. Embora a investigação o apontasse como suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio, a decisão concluiu que os elementos reunidos até o momento não são suficientes para sustentar a prisão preventiva ou levar o caso a julgamento pelo Júri.

A decisão não representa, por si só, uma declaração definitiva de inocência sobre os fatos investigados. O processo segue relacionado à tentativa de homicídio ocorrida em junho de 2025.